Após a licença maternidade

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Acho que a volta ao trabalho começa a ser pensada já no primeiro instante da gravidez, reforçando no primeiro dia já na Maternidade. Não é fácil. Mesmo que antes você já tenha planejado berçário, a contratação de uma babá, ou alguém da sua família que vai olhar seu filho. Mas cada um tem sua realidade, por consequência suas escolhas. Não condeno mães que optam em largar tudo para ficar com os filhos, tão pouco quem faz o contrário. Mãe é mãe sempre, cada um sabe da sua necessidade.

Quando se tem um filho que nasceu prematuro, com muitos dias de UTI as coisas podem ser mais intensas, falo por vivência, meus pequenos vieram só com 52 dias para casa, apesar de ficar o dia todo no hospital, foi bem diferente quando eles vieram. Optamos por não ter ajuda, primeiro eu, depois meu esposo concordou. Opiniões podem ajudar muito, mas também pode deixar as coisas mais tensas. Queria um tempo para cuidar dos meus bebês, após meses de internação, minha antes do parto, foram mais de 40 dias, e as deles quase dois meses.

Não me arrependo, foi cansativo demais, principalmente porque não tive repouso após o parto, o chamado resguardo, tinha que ir todos dias para o hospital. Os dias após foram para organizar a casa, a vida e o resto do enxoval. E os três primeiros meses de um bebê já é difícil, imagina ao dobro. Mas foi importante para nossa relação, de mãe e filho, de esposa e esposo, e um grande aprendizado. O amor supera.

Mas e aí tem que voltar ao trabalho, a rotina, a vida, como fica?

Decisão complicada, como queria estar na Dinamarca, com direito há um ano inteiro de licença para cuidar dos meus filhos. A legislação brasileira me permite seis meses, como funcionária pública, agradeço. Teria direito a mais, serve até de dica para quem precisa, caso meus filhos tivessem algumas necessidades especiais (bebês que precisam de alimentação especial, como sonda, ou oxigênio, remédios controlados), são alguns casos em que é possível estender a licença, por atestado de acompanhamento, mas graças a Deus eles estão bem, saudáveis.

Mas que aproveite os dias, a rotina de mamar, brincadeiras, banhos, sorrisos e choros. Que atividade e função de mãe é bem remunerada pelo amor de filhos. Passeios, viagens, soneca no final da tarde, tantas coisas boas que não se compara a estar realmente presente. Acredito que seja qual for a decisão, de voltar ou não a trabalhar após a chegada do bebê, que seja inteira, deixe o coração tranquilo. Com todas as coisas analisadas, deste custo financeiro a consciência tranquila.

Ser mãe é ter estas dúvidas mesmo, normal!

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