O que você quer para seu filho?

providencial

Mais que providencial, a pergunta deve ser feita e refeita em cada decisão quando se temos filhos. Tem uma coisa interessante que as redes sociais trouxe, o compartilhar, mas também tem armadilhas que podem nos tirar o foco do que realmente importa na vida. Quem é mãe ou pai, ou ainda não, já deve ter notado como os #instababy e muitos outras hashtags tem bombardeado. Bonitinho e fofinhos são os filhos, mas filho não é ferramenta para esbanjar, nem negócio.

Sim compartilho fotos dos meus pequenos, que mãe não se orgulha, mas tenho sim minhas reservas a fazer das crianças bonequinhos.  Sinto desconfiança de mães que “idealizam” a fantasia da maternidade e fazem de crianças seus bonequinhos adestrados. Acredite não é todo dia que criança, ainda mais bebê é um ser calmo, sorridente e mamãe fica linda de salto alto. Há dias complicados.

Tenho medo desta onda, de enxoval em Miami (parte dos enxovais do bebês foram feitas lá, por encomenda, já que a mamãe estava em repouso), de máquina disso e aquilo. Medo é da ilusão, porque bebê precisa mais do que roupa com bicho no bumbum (sim é bonitinho), de dezenas de funcionalidades, acredite prático é ter instinto materno e isso não vende na Baby R’US. Não caia nas ondas de socialites(instagirls), elas tem babás e viajam e deixam os pequenos lá, dormem e a enfermeira fica com os pequenos até ele arrotar. Criança precisa mais do que Ralph Lauren, Carters, Old Navy, Gap e Calvin Klein.

A crítica não é querer o melhor para seu filho, mas é ter a certeza que enxoval é o preparativo para chegada do seu filho. E ele vai precisar de roupas, sapatos, mas muito mais de mãe e pai. E cada bebê tem sua fórmula, nem sempre a realidade do outro vai adaptar a sua. Isto até mãe de mais de um filho sabe, o que funciona para um é péssimo para o outro.

Não é inveja. Até porque não gosto de panetone, nem por isso quero ser um. É uma observação pessoal. Meus gêmeos tem roupas e sapatos de todas estas marcas aí citadas, inclusive de outras europeias, muitas foram presentes, outras comprei. A mãe aqui gosta muito de Next e Gap (apaixonada), tem roupa e sapatos que pareciam ser quadrigêmeos, mas sabe tão bem que eles ficam bem mesmo de fralda, como amam. E melhor do que vestir um filho para ostentação é dar a eles boa educação, dar a eles um ambiente agradável, doar-se quando precisam de umas horinhas na madrugada. E educar ser humano, e isto é fundamental.

Pelo fim da modinha, bem-vindo a vida!

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