Campo de Libra-Fado Tropical

Apesar do blog ser pessoal, mas não é diário, sim um espaço que gosto de compartilhar coisas do dia-a-dia, algumas ideias, fotos, poemas e músicas. Nunca falei tão abertamente sobre minha vida pessoal, até porque nunca achei que era necessário. Boa parte da minha família mora bem longe de mim, então parte dos leitores são eles, outras pessoas quais nem conheço, fato que acabo dividindo um pouco aqui, como muitos outros coisas minhas ou não.

Sou analista de comunicação e marketing, trabalho diretamente com gestão de imagem, crises, redes sociais,imprensa e público em geral. Uma das empresas quais vou prestar o meu trabalho é uma base da Petrobrás,por um período. Após muito tempo em áreas mais “jurídicas”, confesso que o convite foi um tanto motivador. E nada mais interessante do que iniciar na empresa justamente agora, em meio a grande polêmica do leilão do Campo de Libra.  Nestes dias tenho me informado muito sobre o assunto, ouvindo especialistas, observado também as manifestações.

Fato é que o Brasil não seria capaz de explorar a riqueza que tem, isto é um tanto triste, mas é a realidade. Não temos tecnologia, dinheiro e tão pouco política para isso. Se eu sou a favor da privatização? Não me ateria a tão pouco, mas sou realista. Como fui sobre as constantes mobilizações do #vemprarua.

Não me atenho a inércia, tão pouco me pego ao senso comum, só por estar. Sou contra o vandalismo, sou contra principalmente a rebeldia sem causa ( desculpas a muitos), sou contra ser contra só por ser, para parecer  e dizer politizado. Sou bastante a favor da informação, da consciência coletiva. Posta imagem de cara pintada, faixas,mas seria que não venderia o voto na próxima eleição,ou trocaria por um emprego ou contrato público?Não respeita se quer faixa de pedestre.

O Campo de Libra, as privatizações das rodovias, a telefonia brasileira, são exemplos históricos que não se rompem tão fácil. Sim, esta foi uma “privatização diferente”, não foi feita como fizeram com grandes bancos estaduais, sistema de telecomunicações brasileiros, hidrelétricas e estradas. Uma “parceria público privada” onde o Estado ainda tem uma parte, não a metade, mas tem ainda, mas assim ainda me lembrei de Chico Buarque cantando está canção. Que dirá Brasil?!

Tenho uma relação próxima com Portugal, amigos portugueses, não o vejo como problemas, mas enxergo que cabe a nós a pensar nos nossos nós, que ainda temos, mas não é fazendo mais embaraços, sim esticando a linha, a linha do pensamento e da consciência cidadã.Continuo lembrando amo Portugal de todo meu coração, não mais que meu Brasil, até porque é minha amada pátria, gentil.

Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou.

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