Saúde financeira em dia

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Não está fácil para ninguém, mas as coisas podem entrar num rumo mais confortável. Falar de dinheiro pode causar um certo estresse, mas também pode ser uma boa linha de aprendizado. Teve um determinado tempo na minha vida que percebi que os meus gastos quando estava com menos a receber era melhor.

Existem muitos motivos para você entrar numa dívida, como doenças, morte em família, consumo desordenado. E acredito que o último é o vilão de muitos bolsos por aí. E neste caso quanto mais entra na sua conta, também mais sai. Claro se não fizer um controle financeiro.

Bolso e balança combinam mesmo com a palavra controle, você precisa consumir o que precisa, se for além os números podem bater nas alturas. Mas quando se fala em saúde financeira há alguns passos para se chegar a uma estabilidade.

Bolsos Furados – para onde foi minha grana?

Uma atenção focalizada pode resolver a onda vermelha das suas finanças. Faça as contas, detalhe as contas, anote justamente tudo, despesas, receitas, sonhos. Do lanche ao carro.  Sabe qual o primeiro cálculo que você precisa fazer? Quanto você recebe em 30 dias (seu salário) dividido por dias/horas trabalhados durante 30 dias. Sabe o que isso vai lhe dar o custo do seu suado dinheirinho.

Vamos pensar que você recebe R$150 por dia, fixe este valor em tudo quanto for fazer no seu cotidiano e não R$4500. Ao anotar todas as suas contas você percebe que está gastando no seu final de semana 30% do seu salário, hum, e ao olhar uma blusa vai ver que precisa desembolsar três dias de trabalho. Aí a primeira pergunta: Compensa mesmo?

Ao anotar todos os seus gastos, cafezinho, moradia, locomoção e assim por diante você vai ter consciência de onde está indo cada centavo do seu dinheiro, que possibilita planejamento.

Como reajustar minhas dívidas?

Contas não é bola de neve, sabe o que é, elas sofrem mitose, se você deixar vai ficar mais complicado. É jogar tudo para cima, o que cair na planta você paga? Não. Primeira coisa é respirar e fazer contas. Bem mais do que ter um saldo total das dívidas, também é necessário pensar em cada uma delas. Em ordem de prioridade, acho interessante sempre pagar pessoas físicas, evita grandes conflitos familiares e perdas de amizades. Sai desta “ele é meu amigo vai entender”, por mim, “vai não”.

Uma regra de ouro para aprender a cuidar das próprias finanças pare de pedir dinheiro emprestado, viva com o que tem, aprenda e veja seu lucro. Outras prioridades é pensar nos juros, o do cheque especial, cartão de crédito (cuidado com pagamentos mínimos e parcelamentos podem ser um agravante de endividamento) são os maiores.

Tenha cuidado com dívidas espalhadas, faça as contas, racionalize cada prioridade, economize nos gastos, tente melhorar seu rendimento. Priorize as primárias, por fim, melhor dever uma, do que três instituições. Comece a comprar à vista, tomando atitudes racionais além de recuperar o crédito e a estima, também saberá no final gastar e economizar mais.

Quero financiar, tem algum problema?

O problema não está no financiamento, mas como ele é feito. Comprando à vista você vai ter desconto, além disso, maior controle financeiro. Já viu o vínculo que se criam como algumas lojas, C&A, Riachuelo, Renner e etc. Paga a primeira prestação, compra mais uma peça, paga a segunda, mais duas peças. Quando você viu além de outras prestações ainda se tem roupa que você nem vestiu. Nada contra estas lojas, mas eu não faço este tipo de negócio, confesso que nem entro em algumas destas tem tempo.

Acredito, vendo algumas análises financeiras (amo jornalismo financeiro e acompanho \o/) que a crise no Brasil pode piorar. Estão incentivando muito o consumo, há facilidade para financiar carro, casa, móveis e de tudo. Isto é ruim, não totalmente, sei que a classe C e D estão alcançando coisas boas, como ensino superior. Mas é preciso alertar o consumidor dos perigos do financiamento. Países grandes, como Europa e Estados Unidos tiveram suas crises assim.

Financiamento de carro – quem conhece meu esposo sabe que ele é um excelente comprador e vendedor de carro. Acompanhando ele aprendi umas técnicas bem legais. Financiamento acima de 50% tem risco acima de 70% de inadimplência. Adivinha onde vai parar estes carros? Ou vendidos a baixo preço para “revendedores” ou apreendidos em leilão, que vai parar na mão deles a baixo preço também. Os leilões judiciais podem ser inclusive uma ótima forma de comprar um carro com economia de 10%, no mínimo. (Quer comprar lá, procure um bom mecânico ou especialista para te ajudar, vá em um e observe primeiro para não fazer mal negócio).

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Em  financiamento faça as contas das prestações e custos adicionais

Carro – combustível, manutenção e depreciação – perda no valor de mercado. Aquele tipo de pessoa que paga R$30.000,00 num carro é quer vender pelo mesmo preço um ano depois, só tolo compra.

Casa – valor das prestações, água, luz, em alguns lugares gás e condomínio. O último é o grande problema para o inquilinato, por exemplo. ( Tenho até uma continha para quem vai trabalhar com aluguel, no ano contabilize 10 mensalidades, sendo que duas, mesmo o inquilino pagando certinho é para despesas e problemas no imóvel, sempre vai ter). No financiamento de imóveis, os primeiros meses são os mais caros, pela documentação, algumas reformas e até mobília. O bom que em muitos casos o valor de depreciação é menor do que o de valorização, isto é bom.

Dívidas – só refinancie dívidas se realmente os juros da nova conta for menor do que da conta antiga e principalmente o montante final tiver redução. Não esquente muito a cabeça, promessas demais é dívida a mais, não caia no conto do vigário. Parcelar dívida é bom só para o banco, só faça se realmente fizer bem as contas. Refinanciar dívida pode ser algo de anos, às vezes é melhor economizar numa poupança por exemplo um montante por um ano e pagar uma dívida à vista do que parcelar. Seja inteligente, consciente e principalmente busque ajuda, Procon e demais entidades de proteção ao consumidor.

Tabela Financeira

A regra básica para viver bem é ter paciência, em determinados momentos as dívidas podem surgir. Às vezes é necessário um tempo, ou mesmo trabalhar dobrado para pagar elas. Mas atitudes simples vai ajudar a valorizar o seu dinheiro, comprar e comprar não vai trazer felicidade. Roupa nova não tem nada com estilo. Marca não vai representar moda.

Sabe a famosa palavrinha sustentabilidade, use para sua vida. Tenha consciência do seu valor, até das moedas. Tenha foco, centralize nisso, na viagem que quer fazer, no carro que comprar, faculdade, até daquele sorvete que pretende tomar no final do dia. Sei que existem muitas mulheres que tem conseguido isso, tenho uma amiga que comprou estes dias o primeiro carro, lembro que ela malhava em casa para economizar na academia, entre muitas atitudes sábias. Saber o que quer, para te levar adiante.

Viver com o que tem é uma questão de honestidade, integridade, um dos grandes problemas referentes a dívidas vem da ganância, da falta de zelo com seus bens. Da vontade de ser melhor, de querer ser superior a outros. Além de tudo seja próspero sim, principalmente no espírito, tenha paz e amor por si e pelo próximo, aprende a doar, que assim delibera assim também recebe. O que quiser para si, faça ao outro.

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“Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas;outros retêm o que deveriam dar,e caem na pobreza.O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros,alívio receberá.” Provérbios 11:24-25

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